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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Lázaros, venham para fora!


Imagem disponível na Internet.


“Depois de dizer isso, Jesus bradou em alta voz: "Lázaro, venha para fora!" O morto saiu, com as mãos e os pés envolvidos em faixas de linho, e o rosto envolto num pano. Disse-lhes Jesus: "Tirem as faixas dele e deixem-no ir". Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus fizera, creram nele.” [João 11.43-45]


Lázaro, antes da morte, era um homem comum, mais um simples morador da cidade de Betânia. Depois de enfrentar o túmulo e encontrar-se com a glória do Deus que lhe deu a vida pela segunda vez, Lázaro tornou-se um referencial para o mundo. Saiu da sepultura para testificar o poder do seu Deus. Deixou a escuridão do túmulo para caminhar à luz Daquele que é a luz do mundo. Saiu da frieza de um jazigo para alegrar-se em testemunhar sobre Jesus, em meio ao calor das muitas pessoas que vinham ao seu encontro desde a sua ressurreição.

Talvez você ainda não esteja escutando, mas Jesus continua chamando para fora dos túmulos os muitos “Lázaros” que estão mortos espiritualmente. O sepulcro, que parecia morte para o homem pecador, foi um palco de glória para o Santo Senhor. O que parece morte para nós, pode ser um tempo de renascimento que voltará toda glória e louvor ao único Deus que é digno de recebê-los.

Por isso, se hoje você ouvir o Senhor te chamando para fora do seu vazio, da sua frieza, da sua tristeza, da sua frustração, da sua solidão, ou de qualquer outro túmulo onde sua alma esteja aprisionada, renda-se à Sua poderosa voz e corra imediatamente à presença Dele. Não se importe com a multidão espantada ao seu redor. O milagre será ver você deixar um estado de ruína espiritual e tornar-se um ressurreto de Deus, salvo da morte para a vida. E seu novo estilo de vida levará muitas dessas pessoas a crerem em Jesus também.

Quem passou pelo sepulcro e voltou à vida tem plenas condições de guiar outros mortos ao Deus que dá a vida eterna. Jesus, mais que ninguém, sabia disso. E é por isso que Ele ainda vai onde os mortos espirituais estão e os chama pelos seus nomes.


domingo, 23 de julho de 2017

Meu aquário me ensina...

"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". [Mateus 11:28-30]

Eu sempre tive vontade de ter um aquário, mas nunca pensei que soubesse cuidar de qualquer coisa viva além de plantas sem flores e cachorros... Não sei por qual motivo, minha mãe invocou de me presentar com um peixinho betta, dentro de um aquário minúsculo - os chamados "betários" - por ocasião do meu aniversário.

Não diminuindo em nada o valor do presentinho que ganhei (até porque eu sou apaixonada pelos bichinhos), o mais interessante dessa experiência para mim foram os ensinamentos que recebi com a sucessão de eventos que seguiram nos próximos dias.

Olhar aquele serzinho quase minúsculo tão apertadinho num betário me comoveu. Então, adquiri um aquário novo, bem maior, equipei e decorei, para transferir meu amiguinho para um lugar mais amplo, mais confortável. Lembrei do Criador, preocupado em preparar o mundo para receber Adão, ou de Jesus, preparando o Céu para receber as pessoas de todas as nações que entregarem suas vidas aos Seus cuidados. Muitas vezes, nossas almas andam aflitas, nossos corações entristecidos e aprisionados nos pequenos aquários da nossa incredulidade. Deus Se comove com nossa fragilidade, e Se preocupa em trabalhar pela nossa felicidade (que não está diretamente ligada ao acúmulo de bens, riquezas, prazeres, embora essas coisas também façam parte). Por isso, Ele incessantemente nos chama para navegarmos no Seu rio de água viva, à imensidão do Seu mundo que extrapola até os nossos maiores desejos e pensamentos relacionados a este mundo aqui.

Já com o aquário novo, ganhei dois peixinhos japoneses, destrambelhados e gulosos, que alegraram aquele pequeno condomínio aquático na minha sala. Eles são assanhados, comilões, desajeitados, sujões (sim, eles defecam muito!), mas encantadores. São queridos por mim, assim como Deus ama todos os seres humanos, do mais íntimo de Seus filhos ao mais perdido pecador. E esses peixinhos lambões também são alminhas viventes que precisam dos meus cuidados e carinhos, assim como todos os outros peixinhos do aquário. Assim como nós todos, de qualquer lugar do mundo, somos totalmente dependentes dos cuidados e do amor do Senhor Deus, embora muitos de nós ainda não tenham se convencido disso.

Depois de tudo, também comprei mais dois tetras negros. E agora, tenho cinco peixinhos de raças diferentes que convivem (quase) harmoniosamente num mesmo recinto. Uma ilustração perfeita da trajetória da igreja do Senhor. Deus fez pessoas diferentes, com talentos diferentes, e reuniu-as num só corpo, com o propósito de expandir o Evangelho e testemunhar da glória do Senhor. Apesar dos contratempos, dos ataques e das divisões de reinos dentro do reino de Deus, a igreja verdadeira supera essas mazelas e prossegue em sinergia, cooperando e exercendo o perdão mútuo, superando seus limites e imperfeições à luz e força do seu Senhor.

No final, a suma desses três meses cuidando dos meus peixinhos é: Cuidar de peixes dá muito trabalho, exige muita paciência e disposição. Limpar o aquário é uma tarefa chata, porém, necessária. Num ambiente sujo e pouco oxigenado, os peixinhos morrem. Mas torna-se prazeroso, quando vejo uma água cristalina e peixinhos bailando dentro dela, explorando com satisfação cada cantinho da sua cidadela, oferecendo danças aquáticas com performances que só eles sabem reproduzir, como que me agradecendo pelo carinho, pela manutenção da vida.

E isso me leva a lembrar que nem sempre sou tão grata  a Deus como deveria. Cuidar de gente dá muito, infinitamente muito mais trabalho que cuidar de peixes. Porém, o Senhor faz isso com prazer, tem ânimo longo em Se dispor para nos abençoar e tratar. Não mediu esforços para enviar Seu Filho para a cruz em nosso favor. Não Se cansa de ouvir nossas lamentações e súplicas, e Se prontifica a nos auxiliar sempre que recorremos a Ele com sinceridade.

Que Ele possa enxergar em mim e em você a beleza de um coração grato, rendido e apaixonado por Ele, primeiramente por Quem Ele é e também por tudo o que Ele fez, faz e ainda fará por nós. Se fôssemos peixinhos, certamente Jesus não teria morrido em favor das nossas vidas. Porém, nós valemos muito mais que os peixes, que as aves, e que todos os outros seres da criação. E o Deus que nos fez à Sua imagem e semelhança - e que nos chama de filhos amados -, mais do que ninguém, sabe muito bem disso.




Que o Espírito Santo fale melhor em seu coração.

ECC